Para o BTG, a Oncoclínicas pode “ceder” a uma rede de hospitais a liderança no tratamento oncológico

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Segundo analistas do BTG Pactual, a fragilidade financeira da Oncoclínicas pode favorecer a expansão da Rede D’Or no mercado de oncologia, especialmente em regiões com maior sobreposição de operações. A Rede D’Or, com 7% de market share, pode capturar parte relevante do mercado da Oncoclínicas, que detém 15% e emprega 18% dos oncologistas do País.

O estresse financeiro já estaria levando médicos a migrar para concorrentes. O mercado privado de oncologia cresce a 10% ao ano, impulsionado por envelhecimento populacional e inovação. A Oncoclínicas tenta reverter o cenário com aumento de capital de quase R$ 2 bilhões, como revelou o NeoFeed. O BTG mantém recomendação de compra para Rede D’Or, destacando perspectivas de crescimento, lucratividade e parcerias estratégicas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A situação financeira delicada da Oncoclínicas pode representar uma oportunidade para a Rede D’Or São Luiz ampliar sua participação no mercado de tratamento oncológico, segundo avaliação do BTG Pactual.

Os analistas Samuel Alves e Maria Resende entendem que a rede de hospitais tem a chance de expandir seu market share, estimado em 7%, diante da fragilidade do concorrente, que detém cerca de 15% do mercado graças à sua estratégia de crescimento inorgânico, com mais de 50 operações de M&A.

Os analistas do BTG Pactual destacam que a oncologia é um importante motor de crescimento estrutural para a Rede D’Or, representando quase 11% da receita hospitalar. No segundo trimestre, a linha “hospitais, oncologia e outros” do balanço somou receita líquida de R$ 6 bilhões, alta de 12,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Se a Rede D’Or conseguir capturar metade dos ganhos de participação de mercado da Oncoclínicas desde 2021, isso resultará em um aumento de mais de 30% na receita do segmento nos próximos três anos (o que representa um crescimento de um dígito baixo a médio nas receitas hospitalares da Rede D’Or)”, diz trecho do relatório.

A oportunidade de expansão da Rede D’Or em oncologia ocorre após forte crescimento nos tratamentos nos últimos cinco anos, tendência que deve continuar. Os analistas do BTG calculam que o mercado privado de oncologia registrou uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10% entre 2021 e 2024, com os tratamentos respondendo por 15% dos gastos das operadoras de saúde em 2024.

“Olhando para o futuro, prevemos um crescimento nominal do mercado de oncologia de aproximadamente 10% ao ano nos próximos três anos, impulsionado pelo envelhecimento da população, inovação contínua e maior acesso a tratamentos avançados”, diz o relatório.

Os analistas avaliam que a Rede D’Or tem a oportunidade de ganhar espaço da Oncoclínicas em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal, onde há maior sobreposição entre as operações das duas empresas.

Eles apontam também a possibilidade de as dificuldades da Oncoclínicas levarem à migração de médicos para outras companhias, como a Rede D’Or. A estimativa é de que a empresa fundada por Bruno Ferrari empregue 18% dos oncologistas do País, fator relevante para seu modelo de negócios, segundo o BTG.

“Uma das principais vantagens competitivas da Oncoclínicas tem sido seu corpo clínico, já que os médicos continuam sendo o principal canal para atrair novos pacientes e impulsionar o crescimento do volume”, diz o relatório.

“De acordo com nossas checagens, o estresse financeiro da Oncoclínicas já está se traduzindo em desafios competitivos, com alguns médicos buscando oportunidades em outros lugares”, complementa.

A Oncoclínicas vem trabalhando para reverter a situação reforçando sua posição financeira. Conforme antecipou o NeoFeed, a empresa aprovou um aumento de capital de quase R$ 2 bilhões para reduzir a alavancagem financeira e reforçar o caixa.

Seu momento contrasta com o vivido pela Rede D’Or, eleita pelos analistas do BTG Pactual como principal escolha no segmento de saúde. O BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações da Rede D’Or, com preço-alvo de R$ 48, o que pressupõe um upside de 18%.

“A Rede D’Or continua sendo nossa principal escolha, dadas suas sólidas perspectivas de crescimento hospitalar, a melhoria da lucratividade em todos os segmentos e diversos catalisadores, incluindo alavancagem com menores taxas de juros, oportunidades de fusões e aquisições, sua parceria estratégica com o Bradesco e o potencial significativo que vemos no segmento de oncologia”, afirma o relatório.

Por volta das 12h, as ações da Rede D’Or subiam 0,27%, a R$ 40,85. No ano, os papéis acumulam alta de 61,7%, levando o valor de mercado a R$ 93,8 bilhões.

Os ativos da Oncoclínicas avançavam 0,69%, a R$ 2,92. Com alta de 23,2% no ano, a empresa é avaliada em R$ 1,9 bilhão.



Fonte: NeoFeed

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