A “energia” de US$ 33,4 bilhões de BlackRock e EQT na AES Corp

AES Corp

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A BlackRock, maior gestora do mundo, e a sueca EQT, por meio do consórcio liderado pela Global Infrastructure Partners (GIP), anunciaram a compra da AES Corp por US$ 33,4 bilhões, incluindo dívidas.

O pagamento será de US$ 15 por ação, totalizando um valor patrimonial de US$ 10,7 bilhões, com um desconto de 13% sobre a última cotação. O acordo, que envolve também o California Public Employees’ Retirement System e o Qatar Investment Authority, considera uma dívida líquida de US$ 22,7 bilhões.

Jay Morse, presidente da AES, destacou a necessidade de capital para o crescimento da empresa, que poderia enfrentar dificuldades sem a transação. O consórcio espera usar sua experiência em infraestrutura energética para expandir a AES, que já possui contratos significativos com grandes empresas de tecnologia.

A conclusão do acordo está prevista para entre o fim de 2026 e o início de 2027.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Maior gestora do mundo, com US$ 13,4 trilhões em ativos sob gestão, a americana BlackRock está novamente envolvida em um acordo bilionário. E num espaço que, cada vez mais, tem atraído seu interesse.

Um consórcio liderado pela Global Infrastructure Partners (GIP), braço de investimentos em infraestrutura da BlackRock, e pela gestora sueca EQT, anunciou a compra da AES Corp, companhia americana de energia, numa transação avaliada em cerca de US$ 33,4 bilhões, incluindo dívidas.

A dupla pagará US$ 15 por ação da empresa, em dinheiro, o que vai representar um valor patrimonial total de US$ 10,7 bilhões. O preço representa um desconto de 13% sobre a última cotação do papel da AES.

Em contrapartida, o patamar proposto equivale a um prêmio de 40,3% sobre o preço médio ponderado das ações nos 30 dias anteriores a 8 de julho de 2025, antes dos primeiros rumores veiculados na mídia sobre uma possível aquisição do ativo.

Segundo as gestoras, no acordo, que tem ainda a participação do California Public Employees’ Retirement System e do Qatar Investment Authority, o valor da AES se baseia na dívida líquida proporcional de US$ 22,7 bilhões e no volume de ações em circulação em 31 de dezembro de 2025.

Em comunicado, Jay Morse, presidente do Conselho de Administração da AES, observou que a transação foi precedida por um processo robusto no qual foram avaliadas as perspectivas caso a companhia permanecesse independente.

“A AES tem uma necessidade significativa de capital para sustentar o crescimento além de 2027, especialmente em função de novos investimentos importantes em geração de energia e em serviços públicos nos Estados Unidos”, afirmou Morse.

Ele complementou ressaltando que, sem o acordo com o consórcio, a empresa provavelmente precisaria de um plano que incluísse a redução ou eliminação da distribuição de dividendos e/ou emissões substanciais de novas ações.

Já o consórcio destacou que o negócio irá posicionar a AES para impulsionar o crescimento de todas as suas unidades de negócio no longo prazo, incluindo concessionárias de energia elétrica regulamentadas e energia limpa nos EUA, além de ativos de infraestrutura energética essenciais na América Latina, entre eles, a operação no Brasil.

Nesse contexto, os compradores também realçaram que além do capital para investir em ativos que atendam a essas demandas, a companhia terá acesso a um pool de investidores com vasta experiência em negócios de infraestrutura energética.

“Esperamos usar a experiência da GIP em investimentos em infraestrutura de energia, bem como nossas capacidades operacionais para ajudar a acelerar o compromisso da AES em atender às necessidades do mercado por energia acessível, segura e confiável”, afirmou Bayo Ogunlesi, presidente da GIP.

O consórcio também ressaltou que, com a aquisição, a expectativa é de que a AES expanda sua liderança como uma plataforma de energia limpa de primeira linha na região das Américas. Entre outros números, hoje, a empresa tem 11,8 gigawatts em contratos com big techs para o fornecimento de energia.

Ao fechar esse acordo, cuja previsão é ser concluído entre o fim de 2026 e o início de 2027, a BlackRock reforça sua aposta crescente no mercado de investimentos privados, algo que começou a ganhar mais força em 2024.

Em números, a construção dessa tese se refletiu em cerca de US$ 28 bilhões aplicados nas aquisições da GIP, da provedora de dados sobre fundos privados Preqin e da HPS Investment Partners, gestora de investimentos em crédito.

Na materialização dessa tese, por sua vez, a BlackRock tem mostrado cada vez mais interesse no segmento de infraestrutura e também em serviços públicos, duas vertentes que, com a AES, também são ressaltadas.

Em outro exemplo recente que une essas duas frentes, a GIP, em parceria com o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), a compra da Allete, empresa americana de energia, por US$ 6,2 bilhões, incluindo dívidas.

As ações da AES registravam queda de 17,22% na Bolsa de Nova York por volta das 9h50 (horário local), cotadas a US$ 14,31, avaliando a empresa em US$ 10,1 bilhões.



Fonte: NeoFeed

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