A trajetória de Carlos do Val no esporte e na nutrição é construída a partir da experiência prática, da superação pessoal e da formação acadêmica sólida. Inserido no ambiente esportivo desde a infância, ele viveu na pele as exigências físicas e mentais do alto rendimento antes de transformar essa vivência em profissão.
Ex-atleta de tênis, Carlos esteve entre os cinco melhores juvenis do Brasil aos 18 anos, participou do circuito profissional da ITF e, posteriormente, competiu na NCAA Division 1, a principal liga universitária do mundo, nos Estados Unidos. Durante esse período, teve contato direto com o mais alto nível do esporte internacional, sendo parceiro de treino no torneio de Indian Wells, onde treinou com atletas como Novak Djokovic, Roger Federer, Stan Wawrinka e Feliciano López. A convivência com jogadores de elite foi determinante para sua compreensão sobre o que sustenta o desempenho esportivo ao longo do tempo.
A história pessoal também desempenha papel central em sua atuação profissional. Durante a infância e a adolescência, Carlos enfrentou obesidade e transtornos alimentares, vivenciando os desafios da composição corporal e do emagrecimento. A experiência despertou seu interesse pela Nutrição como ferramenta de transformação, levando-o a iniciar uma nova graduação em Ciências da Nutrição em 2017.
Formado nutricionista em 2020, Carlos do Val manteve consultório próprio por cinco anos, período em que atendeu mais de 1.000 pacientes, entre atletas, praticantes de atividade física e pessoas em busca de saúde e desempenho. Sua atuação se consolidou na nutrição esportiva aplicada ao treino, à recuperação e à longevidade atlética.
Segundo Carlos, a nutrição no esporte de alto desempenho vai muito além de dietas restritivas ou modismos. “Os principais pilares da nutrição esportiva são o equilíbrio energético, a periodização alimentar de acordo com o treino, a qualidade dos nutrientes e a recuperação. Sem isso, não existe performance sustentável”, afirma.
O nutricionista destaca que o controle do consumo energético é fundamental tanto para atletas quanto para pessoas fisicamente ativas. “O corpo precisa de energia para treinar, competir e se recuperar. Déficits calóricos mal planejados podem comprometer força, resistência, imunidade e até aumentar o risco de lesões”, explica. Para ele, emagrecer no esporte exige estratégia e timing, não extremos.
Carlos também ressalta a importância da individualização. “Cada atleta responde de forma diferente ao treino e à alimentação. O que funciona para um pode prejudicar outro. Por isso, a nutrição de alto desempenho precisa ser personalizada, baseada em dados, rotina e objetivo esportivo.”

Carlos do Val
Atualmente, Carlos do Val vive nos Estados Unidos, onde cursa Mestrado em Cinesiologia e Ciências do Exercício (Exercise Physiology and Kinesiology), aprofundando seus estudos em fisiologia do exercício, metabolismo energético e estratégias nutricionais aplicadas à performance. A formação internacional reforça sua atuação fundamentada em ciência, experiência prática e resultados de longo prazo.
Com uma trajetória que conecta esporte de elite, superação pessoal e atuação profissional consolidada, Carlos do Val se destaca como referência em nutrição para o esporte de alto desempenho, defendendo uma abordagem estratégica, sustentável e alinhada à realidade de cada atleta.
