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O Mercado Livre anunciou um investimento de R$ 57 bilhões no Brasil até 2026, um aumento de 50% em relação aos R$ 38 bilhões do ano anterior.
Desde 2019, a empresa já destinou R$ 173 bilhões ao país, com um crescimento significativo nos aportes, que começaram com R$ 2 bilhões em 2019 e aumentaram para R$ 7 bilhões em 2020.
Os recursos serão aplicados em tecnologia, logística e novos serviços no e-commerce, além de expandir a carteira de crédito do Mercado Pago.
A empresa também planeja abrir 14 novos centros de distribuição e criar 10 mil novos postos de trabalho, totalizando mais de 70 mil funcionários até 2026.
Em 2025, o Mercado Livre arrecadou R$ 7,9 bilhões em tributos no País e sua operação no Brasil gerou uma receita líquida de R$ 84,5 bilhões, representando 52,6% da receita total do grupo.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Já virou rotina. Há tempos, a cada trimestre, o pacote de resultados entregue pelo Brasil faz o País ocupar o posto de principal subsidiária no balanço do Mercado Livre. Mas não custa reforçar essa posição. E é justamente o que a gigante do comércio eletrônico acaba de fazer.
Essa relevância está se traduzindo, mais uma vez, no volume de recursos destinados ao País, com o anúncio realizado na noite de terça-feira, 24 de março, de que a empresa planeja investir R$ 57 bilhões na operação brasileira em 2026.
Além do salto de 50%, em moeda local, sobre os R$ 38 bilhões aportados no ano passado, outros números chamam a atenção na esteira da nova cifra. No total, desde 2019, o Mercado Livre reservou nada mais nada menos que R$ 173 bilhões no Brasil.
“A gente já vem aumentando os investimentos, ano a ano, de forma consistente no Brasil”, diz Fernando Yunes, vice-presidente executivo de commerce do Mercado Livre na América Latina e líder da empresa no Brasil, ao NeoFeed. “E esse movimento é uma continuidade dessa estratégia.”
Para se ter uma dimensão da evolução exponencial dessa estratégia, o recorte de oito anos por trás desses R$ 173 bilhões teve início em 2019, com um aporte de R$ 2 bilhões. E começou a ganhar velocidade – e dígitos – em 2020, com a chegada de Yunes à operação, com um plano de R$ 7 bilhões.
“Desde então, nós praticamente multiplicamos por oito esses investimentos, que incluem capex e despesas estratégicas em linhas como tecnologia, logística, marketing e velocidade de entrega”, afirma Yunes. “Agora, esse aporte vem para acelerar os negócios de e-commerce e de serviços financeiros.”
Na primeira via, do e-commerce, os recursos serão aplicados especialmente em tecnologia e logística, além da criação de novos serviços, soluções e negócios. Já em serviços financeiros, reunidos no Mercado Pago, um dos focos é ampliar a carteira de crédito – segundo Yunes, “com responsabilidade”.
“Nossos modelos estão cada vez mais maduros e nós controlamos todos os grupos novos de crédito”, afirma o executivo. “E, com os números bastante sob controle, além de crescer essa carteira, também vamos desenvolver novas ofertas em serviços financeiros.”
Uma das pontas do portfólio do Mercado Pago, os cartões de crédito foram justamente uma frente destacada em relatório recente do Itaú BBA. Segundo o banco, o Mercado Livre, ao lado do Nubank, respondeu por cerca de 36% do crescimento da carteira de cartões no Brasil nos últimos 12 meses.
“O Mercado Livre emitiu quase 3 milhões de novos cartões no Brasil, México e Argentina no quarto trimestre (um aumento em relação aos cerca de 2 milhões no terceiro trimestre e 1,5 milhão no segundo trimestre)”, destacou um dos trechos do relatório.
Como parte do plano divulgado hoje, o Mercado Livre também anunciou a abertura de 14 novos centros de distribuição destinados aos serviços de fulfillment, ainda esse ano. Com isso, a companhia vai alcançar uma base de 42 unidades desse porte no país, um crescimento, em base anual, de 50%.
Ao mesmo tempo, para acompanhar essa expansão, a companhia informou que vai abrir 10 mil novos postos de trabalho na operação, elevando o seu quadro total de funcionários no Brasil para mais de 70 mil profissionais até o fim de 2026.
Do total de vagas a serem abertas, a maior parte será reservada aos times de logística, serviços financeiros e tecnologia, em linha com as prioridades citadas por Yunes.
No comunicado, o Mercado Livre também destacou outros números. Entre eles, o fato de a empresa ter registrado uma arrecadação recorde de R$ 7,9 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais em 2025. Em 2025, essa cifra ficou em R$ 5 bilhões. E, em 2019, em R$ 590 milhões.
Em outro dado, a empresa observou que a base de 5,8 milhões de pequenas e médias empresas e empreendedores que “navegam” pelo seu ecossistema movimentou R$ 381 bilhões no ano passado, o equivalente a 3,2% do PIB brasileiro.
Com esses e outros indicadores, a operação brasileira voltou a ocupar o topo no balanço do Mercado Livre em 2025, com uma receita líquida de R$ 84,5 bilhões, o que representou uma participação de 52,6% da receita total do grupo no período.
Negociadas na Nasdaq, as ações do Mercado Livre fecharam o pregão de hoje, 7 de abril, em queda de 3,24%, cotadas a US$ 1.612,02. No after market, porém, elas registravam ligeira alta de 0,87%, por volta das 17h55 (horário local).
Já no acumulado de 2025, os papéis do grupo recuam 19,9%, dando à empresa um valor de mercado de US$ 81,7 bilhões.
