A oportunidade trilionária que o CEO da Nvidia (ainda) enxerga em chips de IA

A oportunidade trilionária que o CEO da Nvidia (ainda) enxerga em chips de IA

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O CEO da Nvidia, Jensen Huang, anunciou uma previsão de receita de pelo menos US$ 1 trilhão até 2027, impulsionada pelo desenvolvimento de novos chips de inteligência artificial (IA).

Durante a conferência anual de desenvolvedores, Huang destacou a importância da inferência em IA e apresentou novos produtos, incluindo um processador central e o chip Feynman.

A Nvidia também firmou um acordo com a startup Groq, especializada em computação de inferência rápida. Huang enfatizou a vantagem competitiva da Nvidia em seu software de programação de chips CUDA e a nova linha de chips Groq 3, que será lançada em 2026.

Apesar das preocupações do mercado, a previsão de Huang supera as estimativas de Wall Street, que projetam cerca de US$ 835 bilhões em receita total para a Nvidia até 2028. As ações da empresa subiram 1,63% após os anúncios, refletindo otimismo no mercado.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O caminho de crescimento para a gigante de tecnologia Nvidia está no desenvolvimento de modelos avançados de chips de inteligência artificial (IA). Na visão do CEO Jensen Huang, há oportunidade de receita de pelo menos US$ 1 trilhão, até 2027, para a empresa, a partir dos novos produtos.

A previsão foi dada nesta segunda-feira, 16 de março, durante a conferência anual de desenvolvedores da Nvidia, realizada na Califórnia.

Ainda que Huang não tenha dado mais detalhes de como a companhia poderá absorver este mercado, a perspectiva do fundador da Nvidia é bem superior ao que ele havia desenhado na última teleconferência de resultados, em fevereiro.

Na ocasião, o CEO havia dito que a empresa poderia capturar oportunidades de pelo menos US$ 500 milhões em 2026. Na prática, ele dobra a aposta, esticando o prazo para mais um ano.

No evento, a Nvidia apresentou um novo processador central e um sistema de IA baseado em tecnologia da startup americana Groq. O modelo é parte da iniciativa de Huang para fortalecer a posição da empresa na chamada “computação inferencial”.

Huang afirmou que a inferência, processo pelo qual os sistemas de IA respondem a perguntas ou executam tarefas, será dividida em duas etapas. Os chips Vera Rubin da Nvidia cuidarão da primeira etapa, chamada de “pré-preenchimento”, na qual a solicitação do usuário é transformada de palavras humanas para a linguagem de “tokens”.

A Groq, que firmou um acordo estratégico de licenciamento em dezembro, no valor de US$ 17 bilhões, é especializada em computação de “inferência” rápida e barata, na qual um modelo de IA utiliza o que já aprendeu para responder a uma pergunta ou fazer uma previsão em tempo real.

A Nvidia também apresentou, na conferência, um chip de IA de última geração chamado Feynman, em homenagem ao físico americano Richard Feynman, prêmio Nobel de Física em 1965 e que morreu em 1988.

Huang falou, no evento, que parte da vantagem competitiva da Nvidia está em seu software de programação de chips CUDA, que alguns analistas consideram seu maior trunfo.

“A base instalada é o que atrai os desenvolvedores que, por sua vez, criam os novos algoritmos que possibilitam as tecnologias inovadoras”, disse Huang. “Estamos em todas as nuvens. Estamos em todas as empresas de informática. Atendemos praticamente todos os setores.”

Ele também revelou uma nova linha à família de chips, a unidade de processamento de linguagem Groq 3, que foi projetada para acelerar a resposta dos sistemas de IA às perguntas dos usuários.

A medida mostra que a Nvidia busca consolidar sua posição de liderança no mercado de chips de IA explorando novas arquiteturas, e deixando de lado seu histórico de oferecer um único chip de GPU para cargas de trabalho de IA.

“Estamos em produção em grande volume agora”, disse o fundador da empresa. “Lançaremos [o Groq 3] na segunda metade de 2026, provavelmente no período do terceiro trimestre.”

Huang informou que o chip será fabricado pela sul-coreana Samsung da Coreia do Sul, disse Huang, uma mudança para a Nvidia, que normalmente utiliza a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) para construir seus processadores de IA.

“O esboço de Huang, que prevê uma oportunidade de US$ 1 trilhão, reforça a demanda duradoura pela infraestrutura de IA da Nvidia, apesar das preocupações dos investidores”, disse Jacob Bourne, analista da Emarketer, à Reuters.

“Isso demonstra que a Nvidia está mantendo sua liderança no mercado de chips de IA, enquanto o setor como um todo se expande, deixando para trás a fase inicial de experimentação e entrando em implantação em larga escala”, completou.

De qualquer forma, a previsão de Huang de US$ 1 trilhão em receita proveniente de hardware de IA é muito maior do que as estimativas consensuais de Wall Street para a receita total da Nvidia.

As previsões dos analistas para os exercícios de 2027 e 2028 — que vão até o final de janeiro de 2028 — totalizam cerca de US$ 835 bilhões para a companhia, segundo a plataforma de inteligência de mercado CapitalIQ.

Ainda assim, o mercado reagiu com otimismo aos anúncios feitos nesta segunda-feira pelo CEO da Nvidia. Na Nasdaq, as ações da companhia fecharam em alta de 1,63%. No acumulado de 12 meses, a valorização é de 53,2%.

A Nvidia está avaliada em US$ 4,45 trilhões.



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