Bezos contra-ataca: Amazon negocia a compra da Globalstar para entrar na órbita da Starlink de Musk

Bezos contra-ataca: Amazon negocia a compra da Globalstar para entrar na órbita da Starlink de Musk

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A Amazon está em negociações para adquirir a Globalstar, uma empresa americana de telecomunicações via satélite, com o objetivo de competir com a Starlink, de Elon Musk, na oferta de internet de alta velocidade via satélite.

As conversas são complexas, em parte devido à participação de 20% da Apple na Globalstar, o que requer negociações adicionais.

A aquisição poderia ajudar a Amazon a fortalecer sua operação, que até agora tem enfrentado dificuldades com seu projeto de internet via satélite, o Project Kuiper.

Enquanto a Starlink já possui mais de 10 mil satélites, a Amazon lançou apenas 180 satélites até agora.

A Globalstar, com receita anual de US$ 273 milhões, viu suas ações valorizarem mais de 230% no último ano, impulsionadas pelo interesse de várias empresas, incluindo a própria Starlink.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Com fortunas, respectivamente, de US$ 651 bilhões e US$ 233 bilhões, Elon Musk e Jeff Bezos cultivam uma grande rivalidade. Além das trocas de farpas, essa disputa se estende a áreas como a corrida espacial, com a SpaceX e a Blue Origin, e aos robotáxis, com a Tesla e a Zoox, investida da Amazon.

Agora, em mais um capítulo desses embates entre os dois bilionários, Bezos parece disposto a endurecer o confronto em uma outra trincheira, na qual Musk, assim como no plano das contas bancárias, está na dianteira: a oferta de internet banda larga de alta velocidade via satélites de baixa órbita.

Segundo o Financial Times, a Amazon está em negociações para adquirir a Globalstar, empresa americana de telecomunicações via satélite, para entrar definitivamente no espaço da Starlink, a operação de Musk nesse segmento.

De acordo com o jornal britânico, as duas partes ainda discutem termos do acordo, considerado complexo. Um elemento complicador na mesa é o fato de a Apple deter uma fatia de 20% na Globalstar, o que implicou uma negociação adicional entre a Amazon e a empresa da maçã.

Entretanto, caso essas conversas evoluam para um desfecho positivo, a aquisição marcaria um passo significativo para que a Amazon desenvolva sua operação e consiga, enfim, se posicionar como uma forte concorrente da Starlink.

Até aqui, a Amazon tem encontrado dificuldades para ganhar tração na área, a partir de uma iniciativa batizada de Project Kuiper. Há um ano, a operação lançou 27 satélites, marcando o seu primeiro passo em maior escala.

A Starlink, por sua vez, já estava bem à frente. Para se ter uma dimensão dessa distância, na mesma época, a rival, lançada em 2019, já tinha mais de 7 mil satélites em operação – hoje, são mais de 10 mil – e 4,5 milhões de clientes em mais de 100 países.

Em uma das medidas implementadas para tentar recuperar o tempo perdido, a Amazon firmou contratos com as companhias aéreas JetBlue e Delta para fornecer serviços de internet a partir de 2027 e 2028, respectivamente.

Na contramão desses esforços, em fevereiro deste ano, a companhia solicitou à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), uma prorrogação de dois anos referente ao lançamento de 1,6 mil satélites. O prazo final definido anteriormente era julho de 2026.

Segundo documentos protocolados pela Amazon, o plano da companhia é ter cerca de 700 satélites em operação até meados desse ano. A empresa ressaltou, porém, que a escassez de capacidade de lançamentos está dificultando a expansão do seu serviço, que hoje inclui 180 satélites em órbita.

Fundada em 1991, a Globalstar pode ajudar a resolver parte desse problema. E, numa prova de sua importância no segmento, nos últimos meses, a empresa despertou o interesse de outras companhias. Entre elas, a própria Starlink, com quem manteve conversas preliminares.

O fato é que, no centro dessas atenções, a Globalstar, dona de uma receita anual de US$ 273 milhões, já vem colhendo frutos dessa posição, ao ver o preço das suas ações ser elevado às alturas, com uma valorização de mais de 230% no último ano.

Os rumores sobre a negociação com a Amazon também trouxeram um novo impulso para o papel. As ações da Globalstar registravam alta de 8,39% na Nasdaq por volta das 10h55 (horário local), avaliando a companhia em US$ 9,5 bilhões.



Fonte: NeoFeed

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