Carrefour planeja abrir 70 lojas do Atacadão até 2030

Atacadão - Itaquaquecetuba

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O Carrefour anunciou um plano estratégico até 2030, destacando o Brasil como um dos três mercados prioritários, ao lado da França e Espanha. O CEO Alexandre Bompard enfatizou o foco em crescimento e rentabilidade.

O Carrefour Brasil visa alcançar 20% de market share, expandindo a rede Atacadão com mais de 70 novas lojas, totalizando 455. A empresa também planeja lançar a marca própria Bulnez, com mais de 500 SKUs até 2028, e dobrar o volume bruto de mercadorias do Atacadão.

A integração entre canais digitais e físicos será uma prioridade, com investimentos em inteligência artificial e monetização de dados.

O grupo pretende reduzir custos em € 1 bilhão até 2030 e aumentar o fluxo de caixa livre líquido para € 5 bilhões entre 2026 e 2028. O portfólio imobiliário do Carrefour, avaliado em € 14,2 bilhões, será desenvolvido para aumentar seu valor.

As ações do Carrefour caíram 5,36% em Paris, com valorização de 5,6% em doze meses.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Gigante francês do varejo alimentar, o Carrefour anunciou um extenso plano nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, detalhando suas metas e focos até 2030. E, nessa prateleira, um dos destaques é a operação brasileira, que fechou capital na B3 em maio do ano passado.

“O Carrefour está adotando hoje um novo e ambicioso plano estratégico radicalmente focado no crescimento e na melhoria da rentabilidade”, afirmou, em nota, Alexandre Bompard, o CEO global do grupo.

Já na largada, o executivo ressaltou quais serão os mercados prioritários da companhia nessa jornada. “Em primeiro lugar, o grupo confirma seu novo foco em três mercados principais – França, Espanha e Brasil – onde detemos posições de liderança e o maior potencial de criação de valor”.

Na contramão do destaque dado ao trio, o Carrefour tem feito desinvestimentos como parte de um amplo processo de reestruturação. Na semana passada, por exemplo, vendeu sua operação na Romênia para a Paval Holding, por € 823 milhões. Antes, em julho de 2025, se desfez do portfólio na Itália, em um acordo de € 1 bilhão com a NewPrinces.

Nesse contexto, na rotação contrária, não são poucos os caminhos e destinos traçados para o Carrefour Brasil, o que, por sua vez, resume, em boa medida, as orientações globais estabelecidas pela varejista para os próximos cinco anos.

Entre as metas definidas para o Brasil está alcançar uma participação de mercado de 20%. E, para isso, um dos motores será a expansão do Atacadão, bandeira de cash & carry da rede francesa no País e, há tempos, o carro-chefe da operação.

O Carrefour projeta abrir mais de 70 lojas do Atacadão no período, o que levaria a rede a uma base de 455 lojas. O grupo também ressaltou o plano de fortalecer o modelo comercial baseado em frentes como maior presença de produtos frescos, preço, serviços financeiros e marcas próprias.

Nesse último espaço, a companhia anunciou o lançamento da marca própria de entrada Bulnez no Atacadão, que terá mais de 500 SKUs até 2028. Globalmente, a rede observou que os produtos da sua própria lavra irão representar cerca de 40% das vendas de alimentos nesse ano.

Ao mesmo tempo, outra marca a ser batida é a projeção de dobrar o volume bruto de mercadorias (GMV) do Atacadão. Nesse percurso, não restrito ao Brasil, o Carrefour ressaltou a busca por uma maior integração entre os canais digitais e as lojas físicas.

Outras ferramentas que irão guiar esses esforços serão a inteligência artificial – com um aporte anual e global de € 100 milhões – e o uso intensivo de dados, que também irão alimentar a expansão do programa de fidelidade Nosso Clube e a meta de dobrar o volume de promoções personalizadas.

O grupo também ressaltou o objetivo de expandir seu braço de Retail Media e a frente de monetização de dados. Além de estabelecer metas como ter 50% das vendas de alimentos provenientes de produtos mais saudáveis até 2030.

Nos outros dois mercados-foco, além de “versões locais” dessas iniciativas, o Carrefour projeta, por exemplo, a abertura de mais de 1,5 mil lojas de conveniência. Na França, um dos passos envolverá a aceleração da transferência dos supermercados da rede para o modelo de franquias.

Em seu mercado doméstico, a rede também anunciou uma parceria com a Vusion, que, com um investimento de € 150 milhões, implantará um sistema recursos como etiquetas eletrônicas e câmeras em todas as suas lojas, buscando, entre outros pontos, reduzir as rupturas de estoque em 20%.

Como parte desse pacote, a varejista ressaltou que seguirá reduzindo custos com a meta de alcançar € 1 bilhão em redução de custos anuais até 2030. O grupo também projeta um fluxo de caixa livre líquido de € 5 bilhões entre 2026 e 2028, e uma margem operacional de 3,5% em cinco anos, contra 2,6% em 2025.

Em outras linhas, o Carrefour observou que o volume anual de investimentos será fixado inicialmente em € 1,8 bilhão e aumentará, de forma constante, para € 2,0 bilhões até o final do plano, no ano de 2030.

Segundo o grupo, esses recursos serão direcionados principalmente para a experiência do cliente, por meio da modernização de lojas; a expansão, em particular no Brasil; as inovações relacionadas à inteligência artificial, tecnologia e dados; e os projetos de descarbonização.

Em um último ponto, o Carrefour destacou ainda seu portfólio imobiliário no Brasil, na França e na Espanha, avaliado em € 14,2 bilhões. Aqui, a orientação será continuar desenvolvendo projetos para ampliar o valor desses ativos, como os imóveis de uso misto.

As ações do Carrefour registravam queda de 5,36% em Paris por volta das 17h20 (horário local), cotadas a € 14,57, dando ao grupo um valor de mercado de € 10,2 bilhões. Em doze meses, os papéis acumulam uma valorização de 5,6%.



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