Eduardo Leite defende ajuste fiscal ao estilo gaúcho para o Brasil

Eduardo Leite defende ajuste fiscal ao estilo gaúcho para o Brasil

Ler o resumo da matéria

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou que os desafios que o Brasil enfrentará a partir de 2027 são semelhantes aos que o Estado lidou recentemente, especialmente em relação às contas públicas.

Durante o South Summit Brazil, ele enfatizou a importância de reformas e do enxugamento da máquina pública, que permitiram ao Rio Grande do Sul reduzir a folha de pagamento de 80% para 60% e aumentar os investimentos de 2% para 10%.

Leite defendeu a necessidade de um ajuste fiscal no âmbito federal para reduzir juros e facilitar investimentos. Ele também propôs maior participação do setor privado por meio de concessões e privatizações, permitindo que o Estado se concentre em áreas essenciais como saúde e educação.

Além disso, abordou a crise climática, mencionando os impactos das estiagens e enchentes no Estado, e a necessidade de resiliência climática, incluindo negociações com a União para suspender pagamentos de dívidas e investir em infraestrutura agrícola.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Em meio aos esforços para ser escolhido o nome do PSD para disputar a Presidência, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou na quinta-feira, 26 de março, que os desafios que o Brasil vai enfrentar a partir de 2027 são os mesmos que o Estado gaúcho teve de lidar nos últimos anos, principalmente a questão das contas públicas.

“Em alguma medida, o que o Brasil vai enfrentar guarda alguma relação com o que enfrentamos aqui”, disse ele durante participação no South Summit Brazil, evento do qual o NeoFeed é parceiro de mídia. “O que a gente teve que enfrentar aqui no Rio Grande do Sul, um ambiente público polarizado, que acaba gerando dificuldade de movimentação para políticas.”

Depois de ter tido sua ausência sentida na abertura do evento, na quarta-feira, 26 de março, por ter ido a São Paulo se encontrar com Gilberto Kassab, presidente do PSD, para discutir quem representará o partido na eleição presidencial, Leite destacou o trabalho que seu governo fez ao longo dos últimos anos para colocar as finanças em ordem, destacando que é preciso fazer o mesmo no âmbito da União.

Segundo ele, através de reformas e enxugamento da máquina pública, o Rio Grande do Sul conseguiu reduzir a parcela da receita consumida pela folha de pagamento de 80% para 60%, permitindo elevar o percentual utilizado em investimentos de 2% para 10%, sem endividar o Estado.

E defendeu que é preciso realizar o mesmo no âmbito federal, afirmando que não se trata de um fim em si mesmo, mas uma ação necessária para reduzir os juros e fazer o dinheiro ficar mais barato e financiar investimentos.

“Temos um Estado brasileiro que está com uma proporção da dívida sobre o PIB totalmente desalinhada das outras economias emergentes”, disse. “Isso pressiona as contas públicas que estão sendo especialmente demandadas para pagar credenciários, entre outros itens que não nos permitem entrar com força nas políticas públicas que o Estado brasileiro deveria entrar.”

O governador do Rio Grande do Sul também defendeu a maior presença do setor privado com a ampliação de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) e privatizações, afirmando que ele tem os incentivos certos para operar serviços públicos, enquanto o Estado precisa se concentrar em saúde, educação e segurança. “É sobre fazer o básico bem feito”, disse.

Leite disputa com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a nomeação para ser o candidato do PSD à Presidência, depois que o governador do Paraná, Ratinho Júnior, retirou seu nome da disputa.

Mas ele terá de trabalhar bastante internamente para se gabaritar, uma vez que a tendência é de que Kassab opte pelo goiano, em meio a um cenário de disputa bastante acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

Crise climática

No paralelo que fez entre os desafios do Brasil e do Rio Grande do Sul, outro ponto de convergência foi a questão climática. Segundo o governador, nos últimos seis anos, o Estado sofreu com fortes estiagens em quatro deles, pesando duramente sobre a agricultura, um dos motores da economia gaúcha.

Ele lembrou também das tempestades que atingiram o Estado em 2024, um dos maiores desastres naturais do Brasil, com 35% a 40% da população atingida pelas enchentes na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Para ele, a questão da resiliência climática precisa ser endereçada. No caso do Rio Grande do Sul, além das obras de contenção para evitar novas enchentes, o governo também negocia com a União a suspensão do pagamento da dívida para ajudar o segmento agro.

“A gente está abrindo uma negociação agora com a União para fazer também a suspensão do pagamento da dívida para os anos seguintes para investimento em irrigação, correção de solo e tudo aquilo que vai nos ajudar a proteger as nossas lavouras”, disse.



Fonte: NeoFeed

Leia Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *