EXCLUSIVO: Mission Co., de ex-sócios da Gávea, compra 10% da WAP

EXCLUSIVO: Mission Co., de ex-sócios da Gávea, compra 10% da WAP

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A Mission Co., gestora de private equity fundada por ex-sócios da Gávea Investimentos, adquiriu 10% da WAP, fabricante curitibana de lavadoras de alta pressão e eletrônicos. A operação, 100% secundária, marca a saída parcial dos investidores Gilberto Zancopé (Order VC) e Pipo Capital, que agora detêm, respectivamente, 80% e 10% da empresa.

A Mission Co., com R$ 900 milhões em capital comprometido, foca em participações minoritárias e já investiu na Salta Educação e na Scala Data Centers. A WAP, liderada por Paulo Sanford, cresceu 40% ao ano na última década e projeta receita de R$ 2,5 bilhões em 2026.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A gestora de private equity Mission Co. comprou 10% da WAP, empresa de Curitiba que produz lavadoras de alta pressão e outros produtos eletrônicos. A transação é 100% secundária e dá saída parcial para os investidores Gilberto Zancopé, do fundo Order VC, e Pipo Capital.

Cada um está vendendo 5% de sua fatia. Zancopé e os executivos da WAP mantêm-se no controle da companhia com 80% do capital. A Pipo Capital fica com 10%, a mesma participação que a Mission Co. passa a deter na WAP.

A informação de que a WAP negociava a venda de uma fatia minoritária foi revelada com exclusividade pelo NeoFeed, em julho deste ano. O valor da fatia comprada pela Mission Co. não foi revelado, mas os vendedores buscavam uma avaliação de R$ 2,5 bilhões pelo ativo.

A Mission Co. foi fundada por três ex-sócios da Gávea Investimentos, André Marafon, Leonardo Damião e Peter Marotta Gudme, em 2021. Eles contam com R$ 900 milhões de capital comprometido e têm a estratégia de comprar fatias minoritárias.

À frente da Mission Co. já fizeram investimentos na empresa de educação básica Salta e na empresa de data centers Scala. Na época em que estavam na Gávea, o trio participou dos IPOs da Stone, Armac e da VTEX, e do investimento no grupo de saúde São Francisco.

A WAP vem crescendo 40% ao ano nos últimos 10 anos e é comandada por Paulo Sanford, que também é sócio da empresa. A receita prevista para 2026 é de R$ 2,5 bilhões. Neste ano, a companhia deve faturar R$ 2 bilhões e ter um Ebitda de R$ 350 milhões.

Zancopé comprou a WAP em um leilão judicial em 2006 por R$ 10 milhões. Sob nova gestão, conseguiu se recuperar vendendo exclusivamente lavadoras de alta pressão. Mas, em 2014, a crise hídrica quase levou a WAP mais uma vez à bancarrota. O faturamento caiu 70% e, mais uma vez, a companhia entrou em recuperação judicial no fim de 2015.

Foi então que a WAP começou uma estratégia de diversificação para não depender apenas de um produto e, ao mesmo tempo, começou a explorar outros canais de venda. Hoje, mais de 80% das vendas da WAP são digitais, feitas por meio de marketplaces e pelo e-commerce próprio da marca.

As lavadoras de pressão também não são mais o principal produto da companhia. À frente estão produtos como robô aspirador, air fryer e equipamentos de som.

Os escritórios de advocacia Stocche Forbes e BMA e os bancos de investimento Santander e Itaú BBA, assessoram WAP e Pipo Capital.

Procurados pelo NeoFeed, a Mission Co., Zancopé e Pipo Capital não retornaram aos pedidos de entrevista.



NeoFeed

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