O case a seguir faz parte do livro “Paraná | Grandes Marcas — volume II”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.
A trajetória da Sooro Renner, líder latino-americana na produção de proteínas derivadas do soro de leite, é uma prova definitiva de que não há idade para empreender. Em 2001, aos 58 anos, William da Silva fundou a Sooro no dia 1º de fevereiro, então com apenas 13 funcionários. Em pouco tempo, os negócios ampliaram-se para a produção de soro de leite em pó, permitindo que a Sooro investisse em novas tecnologias, assim como a inovação no mercado nacional na fabricação do Concentrado Proteico WPC – Whey Protein.
Para William, o crescimento trilhado nos anos seguintes foi fruto de investimentos constantes em tecnologia e, principalmente, em pessoas. “Éramos uma pequena indústria e hoje somos uma referência no setor lácteo na América Latina. Trabalhamos muito para chegar até aqui e não vamos parar, sempre com foco em inovação, tecnologia e no capital humano”, afirma, destacando os três principais pilares da companhia. Ele realmente foi visionário. Um relatório da Mordor Intelligence coloca o Brasil como o maior consumidor de proteína do soro do leite na América do Sul, sendo responsável por mais de 58% do mercado. A projeção é que a aquisição desses produtos continue expandindo a uma taxa anual de 8% entre 2024 e 2029.
No portfólio, todos os produtos da Sooro Renner têm sua importância, mas alguns se destacam no mercado. Entre eles, o Whey Protein Concentrado 80%, que lidera em volume de vendas, e o Whey Isolado 90%, que também é muito relevante. Além disso, a empresa investe em produtos inovadores, como Whey Ultra Thermos®, Pro Crispy Whey® e Advancelac Permeado de Whey®, reforçando o compromisso com inovação e qualidade, atendendo às necessidades de diferentes segmentos e clientes. “Sabemos que atuamos em um setor altamente competitivo e, sem inovação e tecnologia, jamais conseguiríamos acompanhar o ritmo acelerado do mercado. No entanto, todo investimento em tecnologia só faz sentido quando existe uma equipe comprometida e capacitada para transformá-lo em resultados concretos”, declara Eduardo Serra Ferreira, diretor presidente da empresa.
Hoje, a empresa conta com três plantas industriais — em Marechal Cândido Rondon (PR), Francisco Beltrão (PR) e Estação (RS) —, além de um centro de distribuição em Campinas (SP), consolidando sua presença, liderança no setor e tornando-se referência na América Latina.

Planta industrial localizada em Marechal Cândido Rondon, no Paraná
Com vistas a atender a demanda gradual de suplementos, a companhia terá uma unidade industrial em Francisco Beltrão. A planta terá capacidade para produzir por ano 40 mil toneladas de Lactose Infant Formula Grade, que é usado para nutrição infantil, 12 mil toneladas de Whey Protein e 6 mil toneladas de manteiga, dobrando a capacidade de produção do grupo que, em 2019, fundiu-se com a Relat e passou a adotar o nome Sooro Renner. Além da unidade ficar entre as outras duas plantas do grupo, entre o Oeste do Paraná e o Noroeste do Rio Grande do Sul, o novo complexo industrial consolida a presença da empresa no centro de uma região que tem forte vocação leiteira no país.
A expansão ainda vai permitir que a Sooro Renner siga atendendo os maiores fabricantes de alimentos do mercado brasileiro e latino-americano, mas também eleve suas exportações para várias regiões do globo. “Nossos produtos contam com todas as certificações necessárias e estão alinhados a níveis globais de especificações técnicas, garantindo excelência e confiabilidade em qualquer lugar do mundo”, destaca o CEO da Sorro Renner. Até 2027, a empresa terá investido cerca de R$ 1,2 bilhão em seu parque industrial, considerando investimentos em sistemas de filtração por membranas, evaporadores tubulares, sistemas modernos de tratamento de água e efluentes e três spray dryers para secagem de Proteínas de Soro (Whey Protein) e Permeado de Soro Non Caking, produtos este totalmente não higroscópico e que não aglomera, mesmo em ambientes com alto teor de umidade.
A Sooro Renner já consolidou sua presença no Brasil e hoje é a maior produtora de Whey Protein da América Latina. Além disso, exporta para diversos países, atendendo a mercados internacionais com rigorosos padrões de qualidade.

Planta industrial de Estação, no Rio Grande do Sul
Desenvolvimento econômico e social
A Sooro Renner colabora com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atua de diversas formas. As contribuições fiscais, por exemplo, fortalecem a economia local, enquanto a empresa também incentiva o comércio e estabelece parcerias com fornecedores e parceiros regionais, fomentando o crescimento sustentável. Além disso, a companhia está engajada em projetos sociais focados em acolhimento, bem-estar, educação e esportes, reforçando seu compromisso com a comunidade e promovendo impacto positivo na vida das pessoas ao seu redor.
“A Sooro Renner sempre foi, desde sua criação, uma empresa humana, que coloca as pessoas no centro de suas decisões e operações. Esse equilíbrio entre capital humano, inovação e tecnologia é o que nos permite crescer de forma sustentável e consolidar nossa liderança no setor”, declara o CEO da empresa.
A sustentabilidade é outra preocupação constante da empresa. Um exemplo é o Programa de Sustentabilidade Rural, que atua diretamente com produtores de laticínios para reduzir as emissões de carbono em toda a cadeia produtiva. A ação é fruto de uma cooperação estratégica com a Embrapa Gado de Leite, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Ponta Grossa e laticínios parceiros. Com isso, a Sooro Renner pretende gerar impacto positivo não apenas para os clientes e fornecedores, mas também para a sociedade e para o meio ambiente. A companhia vê nesse ato um passo fundamental para o setor lácteo brasileiro ser competitivo no futuro. Além dessas iniciativas, a empresa trata e reutiliza a água proveniente de suas unidades industriais, investe em energia renovável por meio de sistemas solares e mantém reflorestamento próprio, reforçando seu compromisso com a preservação ambiental e práticas responsáveis em toda a cadeia produtiva.
Fonte: Amanhã
